O António Cardoso é licenciado em Inteligência Artificial e Ciência de Dados. Atualmente é estudante do último ano do Mestrado em Inteligência Artificial. É sobre a sua experiência no M:IA que deixa aqui o seu testemunho.
"A decisão de ingressar no Mestrado em Inteligência Artificial (M.IA) já estava tomada desde o meu último ano da Licenciatura em Inteligência Artificial e Ciência de Dados, onde me fascinei com os conceitos e aplicações da IA nas mais diversas áreas. Numa época em que esta tecnologia se demonstra claramente como o futuro, seria impossível afastar-me da IA, pelo que quis continuar a desenvolver e aprofundar as minhas competências académicas nesta área.
O M.IA proporcionou-me uma formação de excelência, cobrindo de forma abrangente áreas fundamentais da IA, como a visão computacional, o processamento de linguagem natural e o uso ético e justo da mesma. O curso destacou-se por explorar em detalhe as bases essenciais dos vários conceitos, ao mesmo tempo que apresentou aos alunos os métodos mais relevantes do estado da arte, revisitando conceitos desde o Perceptron até aos Transformers, permitindo uma compreensão profunda e atualizada das técnicas e desafios na área.
Durante a minha passagem pelo DCC, encontrei um corpo docente que sempre demonstrou preocupação constante em transmitir de forma clara e rigorosa os diversos conceitos lecionados. Os professores estavam sempre disponíveis para esclarecer dúvidas, discutir tópicos mais avançados e incentivar o pensamento crítico, pelo que criaram um ambiente de ensino muito positivo e ativo para os alunos. Este contexto promoveu não só uma aprendizagem eficaz, mas também um forte incentivo à boa prática de investigação em IA, tornando-se exemplar para o meu crescimento académico.
Ao longo deste percurso tive ainda a oportunidade de realizar duas bolsas de investigação no INESC TEC que marcaram significativamente a minha formação. No primeiro ano do mestrado, desenvolvi trabalhos na área da geração de imagens médicas para TACs do pulmão com Generative Adversarial Networks e Diffusion Models, experiência que me permitiu explorar o campo da IA Generativa para imagens e onde publiquei o meu primeiro artigo científico na área médica.
No segundo ano, no âmbito da minha dissertação, trabalhei no uso de vídeo e sinais de polisomnografia para a deteção automática de RBD, uma doença do sono, onde foi necessário adaptar conceitos como Multiple Instance Learning à presença de dados multimodais.
Reconheço o M.IA como uma parte essencial da minha formação académica, que me permitiu consolidar e expandir os meus conhecimentos em IA, e pretendo continuar a estudar e desenvolver aplicações no domínio médico, contribuindo para soluções inovadoras que representem o bom uso da IA no mundo."
(Janeiro 2026)