O Rui Jorge Ramos é licenciado em Ciências da Engenharia Informática e mestre em Engenharia de Redes e Sistemas Informáticos, ambos pelo DCC. Atualmente, assume as funções de Investigador e Engenheiro de Software no INESC TEC, e Assistente Convidado no Departamento de Engenharia Informática da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. O seu trabalho foca-se nas áreas da engenharia e arquitetura de software, privacidade e segurança de dados, inteligência artificial e ciência de dados, com particular incidência em aplicações nos domínios da saúde e das ciências da vida, monitorização geoespacial e ambiental, e infraestruturas e indústria inteligentes. Ao nível da docência, leciona tópicos relacionados com bases de dados e desenvolvimento de software.
"Cheguei ao Departamento de Ciência de Computadores sem saber ao certo onde me levaria, mas saí de lá com uma carreira, uma vocação e uma profunda admiração pelo departamento e pela faculdade que me formaram.
Entrei no DCC sem qualquer base em informática. Vinha apenas com uma formação matemática sólida e muita vontade de aprender. Nunca senti que isso fosse um obstáculo. O planeamento rigoroso das unidades curriculares, a qualidade do ensino e a exigência constante permitiram-me construir, do zero, uma base tecnológica que me acompanhou até hoje e que foi determinante para terminar o curso com distinção.
Para além do rigor académico, o DCC era (e continua a ser) um espaço vivido intensamente. Recordo com clareza as tardes intermináveis no segundo cubículo a estudar para os exames e a desenvolver projetos práticos. Faziam parte da rotina e, ao mesmo tempo, fomentavam um espírito de entreajuda muito próprio do DCC. Lembro-me também das tostas mistas da D. Carla, quase um ritual académico, e do bom humor diário do Sr. Rocha na entrada, que tornava o ambiente mais descontraído para todos os que por lá passavam.
O corpo docente também foi sempre um ponto de referência. Hoje trabalho com vários dos meus antigos professores e mantenho relação de amizade com outros tantos. A acessibilidade, o rigor académico e a preocupação genuína com o crescimento dos estudantes marcaram profundamente o meu percurso e são princípios que procuro continuar a transmitir enquanto docente.
É gratificante ver que o DCC continua a evoluir e a antecipar o futuro, com a oferta de planos de formação modernos e orientados para temas tão atuais como a Inteligência Artificial e a Ciência de Dados. A capacidade do departamento para se renovar e, ao mesmo tempo, manter a exigência e o foco nos fundamentos é algo que valorizo muito e que continua a distinguir a formação que aqui recebi.
O DCC moldou a forma como penso, como projeto sistemas e como abordo problemas. Foi essencial para o meu crescimento e é, sem dúvida, um dos pilares da minha trajetória profissional."
(Novembro 2025)