Álvaro Figueira conquistou o júri do prémio com a apresentação de "Do Abstrato ao Protótipo: teoria, prática, reflexão e melhoria incremental em Interação Pessoa-Máquina".
A proposta “Do Abstrato ao Protótipo: teoria, prática, reflexão e melhoria incremental em Interação Pessoa‑Máquina”, apresentada pelo docente da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (DCC-FCUP), Álvaro Figueira, está entre as seis abordagens pedagógicas distinguidas no âmbito do Prémio Prática Pedagógica Inovadora da U.Porto.
A ideia partiu de uma unidade curricular maioritariamente teórica e procura aproximar os estudantes de processos reais de conceção e avaliação de interfaces, a componente visual e interativa que permite ao utilizador comunicar com um sistema digital. “Quis transformar a Interação Pessoa‑Máquina num espaço onde os estudantes pensam, testam, erram, corrigem e voltam a testar”, explica Álvaro Figueira, que é também investigador do INESC TEC e diretor do Mestrado em Ciência de Dados.
Num domínio marcado por conceitos abstratos e, por vezes, difíceis de operacionalizar, a abordagem aposta em torná‑los tangíveis através de ciclos de experimentação, protótipos e avaliação que valorizam o raciocínio fundamentado. O objetivo “é ajudar os estudantes a perceber que desenhar uma interface gráfica não é decorar ecrãs, é tomar decisões informadas, com impacto real, muitas vezes em problemas com relevância social e ambiental”, sublinha, destacando a importância de expor os alunos a desafios que espelham a prática profissional.
O prémio monetário de 1.000 euros, correspondente ao 3º lugar conquistado, será reinvestido no próprio processo de ensino. Álvaro Figueira pretende utilizá‑lo para reforçar materiais que apoiem a componente prática da unidade curricular e para explorar formas de divulgar a experiência pedagógica desenvolvida. “A ideia é simples: pôr o prémio a trabalhar, em vez de o deixar só a posar para a fotografia”, resume o docente do Departamento de Ciência de Computadores.
A distinção surge, assim, como continuidade de um trabalho que tem procurado transformar a sala de aula num espaço de experimentação informada e tomada de decisão.
Sobre o prémio
A Universidade do Porto volta a galardoar, em 2026, projetos que introduzam novas formas de ensinar e aprender nas suas salas de aula. O Prémio “Prática Pedagógica Inovadora” (PPI), promovido pela Unidade de Inovação Educativa, distingue anualmente iniciativas que apresentem uma intervenção pedagógica sólida e fundamentada, promovendo o envolvimento ativo dos estudantes e a utilização de abordagens e recursos inovadores.
Nesta edição, o júri analisou propostas submetidas por 64 docentes de todas as unidades orgânicas, selecionando seis projetos que se destacaram pela qualidade e impacto das suas práticas. As iniciativas distinguidas recebem um apoio financeiro total de 10.000 euros, destinado a reforçar condições de ensino através da aquisição de equipamentos, software, mobiliário ou outros recursos essenciais ao desenvolvimento das atividades propostas.
A entrega dos prémios está marcada para o próximo dia 23 de março, durante a Sessão Solene do Dia da Universidade 2026, que terá lugar no Salão Nobre da Reitoria, a partir das 15h00.
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Por Francisca Rodrigues e Renata Silva / FCUP
